sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A praça Nilo Peçanha com a Pensão Iris ao fundo

  Memória dos Bairros - O Alto

     Iniciado em fevereiro de 2011, o projeto “Memória dos Bairros”, vem contando a história dos bairros de Teresópolis. A exposição é apresentada num painel de quatro faces, em tenda apropriada na rua Francisco Sá, a Calçada da Fama, onde curiosos e interessados pela memória local procuram identificar as imagens mostradas.
     Diversos bairros já foram levantados pelo Serviço de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e, depois de mostrar São Pedro, Carlos Guinle e Várzea, outro trabalho de pesquisa será apresentado na próxima semana. É o bairro do Alto, origem da cidade de Teresópolis, surgida da fazenda dos Órgãos, que ficava nas proximidades da Feirinha do Alto.
     Além de atender a necessidade da exposição - com previsão de regularidade mensal -  a pesquisa vai direcionar para um dossiê único as informações hoje espalhadas no acervo municipal e, também, nas memórias de muitos teresopolitanos que vem sendo procurados pela Secretaria de Cultura para darem seus depoimentos.
     A página WanDerLey, publicada neste sábado no DIÁRIO, antecipa algumas imagens que serão apresentadas, entre elas esta postada no box, que mostra a Pensão Iris, hotel que funcionava em frente a escola Ginda Bloch, na avenida Oliveira Botelho. No lugar, derrubada a curiosa construção, foi levantado um edifício de apartamentos onde funciona, no primeiro andar, a sede dos Correios do Alto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O prefeito Arlei toma posse do cargo, na Câmara

  Habemus Prefeitum

     Folheando o jornal Therezopolitano, de 1912, percebemos os ânimos exaltados de uma discussão política envolvendo partidários e contrários à criação da prefeitura de Teresópolis. Novidade daqueles anos, cem anos atrás, a prefeitura já tinha sido experimentada com sucesso em diversos outros municípios do Estado, onde prefeitos e não presidentes de Câmara passaram a tomar conta do Executivo Municipal.
     Emancipada em 1891, quando foi administrada durante um ano por um “intendente”, o Barão de Mesquita, e desde 1892, sob os cuidados da Câmara Municipal, a gestão da cidade naquela época imitava o modelo português de governo, que priorizava o poder nas mãos de um escolhido entre os vereadores - às vezes também escolhidos ou eleitos, sendo o poder Legislativo composto, aqui, por sete pessoas.
     Bons exemplos para o proveitoso embate foram os municípios de Campos e Niterói, que passaram a ter prefeitos já a partir de 1904. Paulo Alves, por exemplo, no seu mandato de apenas um ano, idealizou a imponente avenida da Praia de Icaraí, “fundo de quintal das apalacetadas chácaras da Rua Moreira César”, indo até São Francisco, e daí alcançando as Praias Oceânicas, pelo prolongamento da Estrada da Cachoeira. Essa avenida passou a se destinar aos hotéis, cassinos, praças de esportes e outros centros de lazer e diversão na Orla de Icaraí e São Francisco, modernizando Niterói, que voltava naquele ano ao status de capital do Estado, desde 1894 transferida para Petrópolis.
     Outras obras importantes foram sendo feitas na Capital e, em 1913, quando governava Niterói Feliciano Sodré [nome de rua em Teresópolis], era criada a nossa prefeitura pelo governador Oliveira Botelho, agradando uns e desagradando outros, sendo nomeado para o cargo de prefeito o engenheiro Benjamin do Monte, que administrou a cidade por pouco mais de um ano.
     Nos últimos meses, em Teresópolis, se não voltou a discussão do início do século passado, Teresópolis viveu o mesmo quadro de cem anos atrás, com os vereadores, ao mesmo tempo, à frente dos poderes Legislativo e Executivo. Provocada por uma série de fatores que contrariam a lógica e a normalidade política, a combinação dos dois poderes recebeu a crítica necessária daqueles que percebem o risco da falta de fiscalização de um poder sobre o outro e remete a uma reflexão da importância do cargo de vereador, antes dado como sem tanta importância para o eleitor.

     Cabe ao vereador fiscalizar o trabalho do prefeito e os gastos ligados ao orçamento anual, sendo suas principais funções a análise e aprovação das leis ligadas à prefeitura; a fiscalização dos vários órgãos da administração municipal, além de requerer prestação de contas por parte do prefeito; votar projetos de lei; receber os eleitores e ouvir sugestões, críticas, reivindicações; promover a ligação entre eleitores da região que representa e o governo; elaborar e redigir projetos, além de criar leis com intuito de formar uma sociedade mais justa.
     Temos prefeito e ele será melhor se a Câmara assim exigir e cumprir bem o seu papel. Boa hora, então, para os eleitores, principalmente os que elegeram os atuais vereadores, acompanharem mais de perto os trabalhos da Câmara, percebendo as virtudes e defeitos daqueles que compõem o atual poder Legislativo, direcionando-os para o cumprimento de um mandato mais produtivo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013



Na praça Balthasar da Silveira, pombos são "atração"

   Ratos com asas

     É muito comum em Teresópolis vermos, na praça Balthasar da Silveira, crianças no meio de revoadas de pombos, sendo até fotografadas pelos familiares. A ignorância do perigo é tamanha que alguns pais até incentivam as crianças a “brincarem” com os animais, que são peçonhentos e extremamente nocivos à saúde humana.
     Segundo médicos, o contato com pássaros de estimação como periquitos, papagaios, calopsitas, araras e, principalmente, os pombos, que infestam a cidade, podem desencadear doenças respiratórias, entre elas, a psitacose e a pneumonite de hipersensibilidade. A psitacose ou ornitose são doenças infecciosas causadas pela inalação de bactérias presentes em excrementos, secreções respiratórias e penas de pássaros infectados. Tem como sintomas febre, dores de cabeça, tosse seca, dor torácica e falta de ar. Já a pneumonite de hipersensibilidade é uma doença que atinge uma pequena porcentagem dos indivíduos expostos aos pássaros e os sintomas são variáveis de acordo com a forma de apresentação. O pombo, por exemplo, transmite doenças para o homem como a criptococose e histoplasmose, que causam uma micose profunda, transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos ou a salmonelose, uma doença infecciosa aguda que é transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico, entre outras.
     É um assunto delicado, tema que os políticos procuram evitar. Mas, é preciso lembrarmos que pombo urbano, embora pareça, não é pássaro solto. É uma praga que precisa ser controlada e... evitada.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Coluna WanDerLey, publicada neste sábado, no DIÁRIO

  Os vice-prefeitos de Teresópolis

     Nesta terça-feira, 1.o de janeiro, tomam posse da prefeitura o prefeito Arlei e seu vice, Marcio Catão, eleitos em 7 de outubro passado. É a volta da regularidade política em Teresópolis, findando um período de “exceção”, visto que estávamos sem vice há quinze meses. Pode ser que o vice ocupe função no governo ou que permaneça por quatro anos como substituto apenas. Pode até ser que assuma a prefeitura. Em Teresópolis, parece que tudo pode acontecer na política... 
     Nomeados, escolhidos ou eleitos, desde 1913, quando foi criada a prefeitura, Teresópolis teve quase cinquenta prefeitos. Trinta e poucos deles ocuparam o cargo por pequenos períodos até 1947, quando a partir da nova Constituinte de 1946, o país entrou na regularidade eleitoral que temos hoje.  A figura do vice-prefeito, no entanto, só surgiu em 1954, sendo que por mais de vinte anos, até 1976, a escolha desse substituto era feita em chapa separada. Eram duas campanhas distintas, não havendo, necessariamente, relação amigável entre uma e outra.
     O primeiro vice-prefeito de Teresópolis foi o advogado Osvaldo Pereira de Oliveira. Ele elegeu-se em 1954, assumindo a prefeitura 90 dias depois, entre 1.o de abril e 1.o de junho, com o afastamento do titular, José de Carvalho Jannotti.
     O segundo vice-prefeito de Teresópolis foi Irineu Dias da Rosa, eleito em 1958 substituto de Omar Magalhães. Não chegou a assumir o cargo quando a cadeira vagou, por treze dias, em 1962. Era período de eleição e, candidato a prefeito, Irineu se absteve, se abstendo também o presidente da Câmara, assumindo o vereador Paulo Nascimento que nem vice-presidente do Poder Legislativo era.
     Nessa eleição, de 1962, elegeu-se vice-prefeito o pracinha Avelar Silva, que acabou prefeito por trinta dias, durante o mês de maio de 1964, quando o prefeito Flávio Bortoluzzi esteve preso em Niterói. Não que Flávio fosse “ficha suja” ou tivesse algum problema com a justiça. Era o período dos militares no poder e, num ato arbitrário, Flávio acabou vítima de elementos radicais que em nome do chamado “Comando Revolucionário” o desapearam do cargo, levando-o preso para o Ginásio Caio Martins, em Niterói.
     Ao contrário dos primeiros, o quarto vice-prefeito de Teresópolis não teve a oportunidade de ocupar o cargo. Eleito em 1966, Pedro Jahara era o substituto do prefeito eleito Waldir Barbosa, sucedido pelo ex-prefeito Flávio Bortoluzi, eleito em 1970, que também não deu vez ao vice, Abel Cunha, no período 1971-1972.
     Depois da eleição de Flávio para o mandato de dois anos, em 1972 Teresópolis elegeu prefeito Roger Malhardes, que já tinha governado a cidade por três períodos, entre 1945 e 1954. Seu vice foi Cesar Mattar, que também não assumiu por tempo algum.
Em 1976, ocorreu a primeira eleição de prefeito e vice juntos, numa mesma chapa, sendo eleitos prefeito e vice Pedro Jahara e Luiz Barbosa. O mandato para essa eleição foi prorrogado para seis anos, ficando Pedro prefeito por cinco anos e três meses, assumindo a prefeitura por nove meses o vice-prefeito Luiz Barbosa. Pedro renunciou ao cargo para ser candidato a deputado e acabou perdendo a vaga, não concorrendo.
     Em 1982, elegeram-se Celso Dalmaso e Valdir Barbosa. E Celso cumpriu o mandato de seis anos, não dando chance a Valdir. O mesmo fez seu sucessor, Mario Tricano, eleito em 1988. Mas, para evitar “aborrecimentos”, Tricano desocupou a cadeira algumas horas antes de terminar o mandato, em 31 de dezembro de 1992, deixando no cargo seu vice, Roberto Rocha. Prefeito por um dia, Robertinho teve como único ato o ofício de dar posse ao prefeito eleito, Luiz Barbosa, que tinha Carlos Marenga como vice e que também não ocupou o cargo vez alguma.
     Na eleição de 1996, foi eleita vice-prefeita a médica Afaf Ribeiro. Vice de Tricano, que estava enrolado com a justiça num crime de inelegibilidade, ela já fazia campanha com um olhar na cadeira do prefeito, lugar que ocupou por seis meses, entre janeiro e junho de 1998. E, se numa conspiração velada, a vice de 96 assumiu, o vice de 2000 já teria aceito a dobradinha com a proposta de um mandato dividido. Se houve acordo ou não, o acordo acabou cumprido e o vice Roberto Petto acabou prefeito de abril de 2003 a dezembro de 2004, quando reelegeu-se para o cargo tendo como vice a ex-vice prefeita Afaf, a quem não deu chances de ocupar a cadeira de prefeito por tempo algum.
     O vice-prefeito eleito em 2008 foi Roberto Pinto. Era o substituto de Jorge Mario, que não deu vez pra ele hora alguma. JM, aliás, além de brigar com Robertão logo no início do governo, trancou o gabinete da Prefeitura quando foi afastado do cargo pela Câmara de Vereadores. Isso aconteceu recentemente, em agosto de 2011, e a história todos lembram bem: Robertão ocupou a cadeira de prefeito por três dias, morrendo no cargo de prefeito quando, desde então, estávamos... sem vice.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Prefeito Arlei e vice Catão, juntos durante a diplomação, no dia 19

  Catão será anunciado hoje?

     Faltando menos de uma semana para o fim de um aviso prévio ainda não informado, alguns atuais secretários que sonham voltar em janeiro vivem o drama da desinformação. Divulgados até agora, e de forma extra-oficial, foram apenas nove nomes, e quem não está na lista dos informados não sabe se o prefeito os quer de volta ou mesmo se as suas cadeiras já estão reservadas pra alguém.
     Conforme informado à coluna WanDerLey, publicada hoje no DIÁRIO, garantidos estão o Carlos Otavio, secretário de Saúde; Leonardo, da Educação; Fábio, da Controladoria; Tucunduva, da Administração; Geraldo, da Fazenda; Rosilda, da Procuradoria; Denilson, de Obras e Serviços Públicos e Daluz, da Segurança e Trânsito. E, entre os novatos, somente o nome do contador Ceil foi informado.
     As especulações são muitas. E as pressões sobre o prefeito, outras tantas. Mas, interessante é que os bastidores do poder dão conta que as secretarias mais cobiçadas entre as vagas não são as secretarias com muitas responsabilidades - como Esportes, Desenvolvimento Social ou Meio Ambiente, por exemplo - e, sim, aquelas que servem apenas de cabides de emprego e são dadas como prêmio para quem precisa de um bom emprego.
     No entanto, enquanto alguns querem moleza, com três ou quatro nomes para cada pasta, a secretaria de Planejamento, uma das mais importantes do governo ainda não está definida. Tem como pretendentes o ex-secretário Luiz Fernando, que afastou-se do cargo em abril para concorrer a um assento na Câmara e o vice-prefeito Marcio Catão, que faz cálculos do seu precioso tempo para equacionar a sua participação efetiva no governo.
     Vice é substituto, e até hoje vem servindo apenas para ocupar a cadeira do prefeito quando ela fica vaga ou para brigar com ele, tentando tirá-lo do cargo à força. Não parece ser esse o caso de Catão, que pode ter seu nome anunciado ainda hoje, ou depois de amanhã, se o anúncio não acabar feito no sábado ou na própria segunda-feira, dia 31 de dezembro, por acaso, véspera do dia 1.o, quando toma posse o aguardado novo secretariado.

PS.: Agora há pouco, 14h40min, o prefeito Arlei confirmou a participação de Henrique Carregal na secretaria de Turismo e a permanência de José Carlos Cunha na secretaria de Governo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Gestão 2009-2012. Negociatas e discussões mesquinhas onde os interesses pessoais dos vereadores sempre
prevaleceram. Escandalosa, a Câmara que se extingue pode ser lembrada também como a mais medíocre 

   "A pior câmara"

     Aaacabou! O grito do narrador esportivo ao final de um sofrível jogo de futebol bem se aplica aos dias de hoje em Teresópolis, quando vimos extinta a atual composição da Câmara Municipal.
     Considerada uma das piores de toda a história do município, de tão ruim que é, até seu fim foi uma agonia. Ocorreria na semana passada, quando foi realizada a última sessão do ano, e quando foram votados diversos assuntos de interesse... dos vereadores. Mas, como alguma coisa escabrosa que queriam votar não conseguiu entrar em pauta, marcaram para esta quinta-feira, 27, às 9h30min, uma outra sessão extraordinária, reunião que seria secreta não divulgasse a imprensa - leia-se O DIÁRIO - que ela ocorreria. No horário marcado, e com a presença da imprensa e de curiosos, a sessão acabou não ocorrendo.
     Conhecendo bem os nossos "valorosos" edís, poderíamos dizer que foi uma pegadinha. Mas, convocada oficialmente - embora de forma escamoteada - a reunião ocorreria sim, e se não tivesse sido abortada, algum negócio muito bom para alguém teria sido feito, em detrimento do interesse de todos nós.
     Sendo assim, e não havendo mais prazo hábil para novas reuniões, pode-se dizer que aaacabou a atual Câmara, já se considerando ex-vereadores os atuais vereadores. Agora, resta saber se a próxima Câmara será melhor. Ou, no mínimo, menos pior que essa que passou...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Alguns idosos estariam "monopolizando"
a gratuidade nos ônibus interurbanos

Idosos sem assento nos ônibus interurbanos

     Leitor da coluna WanDerLey, que sai todos os dias no DIÁRIO, reclama de problema com os serviços da empresa de ônibus que liga Teresópolis ao Rio de Janeiro, a viação Teresópolis. É que os idosos não estariam conseguindo marcar passagens interurbanas gratuítas, apesar de terem esse direito garantido em lei. Segundo a queixa, sempre que um idoso liga para a empresa, ou comparece pessoalmente no guichê, é informado que acabaram as passagens gratuítas, que seriam em quantidade de duas por viagem.
     Segundo a reclamação, a falta de passagem não se dá porque a empresa se nega a fornecê-la. Mas, porque os idosos não estariam utilizando o benefício adequadamente, aproveitando-se alguns idosos abastados que não se abstem do benefício mesmo não necessitando e, ainda, idosos que trabalham no Rio e utilizam-se, regularmente, dessas passagens que deveriam atender a mais gente, impedindo que outros se beneficiem também da gratuidade.
     “Quem tem mais de 65 anos tem o direito à gratuidade. Mas é preciso termos bom senso. Quem tem dinheiro deve pagar a passagem e quem trabalha em outras cidades não deve utilizar-se, sozinho, do benefício, que deve ser permitido também aos demais idosos”, reclama o leitor SSB.