sábado, 15 de fevereiro de 2014


   O hotel de Madame Le Magourou e a Teresópolis nos anos 1930

O hotel Le Magourou num de seus melhores registros. A imagem revela a imponência da
av. Delfim Moreira, antes rua Provincial, nos anos 1930
     Inaugurado em 24 de dezembro de 1922, na avenida Delfim Moreira, 1190, o novo prédio do hotel Le Magourou foi ao chão em setembro de 1983, depois de longo tempo de abandono. A imponente construção, cartão postal que encantava os visitantes de Teresópolis na primeira metade do século passado, chegou a ser utilizada como posto avançado de atendimento do Hospital das Clínicas e, extinto, deu lugar à moderna loja da Casa HG Materiais de Construção.
     Point de encontros políticos e reuniões importantes - no Magourou, nos anos 20 e 30, ocorriam as reuniões políticas do grupo de Olegário Bernardes - o hotel estava entre os mais importantes da época, afluindo para ele e o Várzea, na Várzea e para o Hygino e Rizzi, no Alto, os ricos da época, inclusive autoridades em visita à Teresópolis. Hóspedes mais modestos, ou que não se importavam com o glamour e o luxo, frequentavam as pensões, também muito bem instaladas. “Sempre guardei boas lembranças do Magourou. Se me lembro, e como! das tertúlias e dos saraus que ali se realizavam: uns recitando; outros cantando; outros ao piano situado na sala de estar, nos deleitando com músicas sentimentais! Como eram agradáveis esses momentos! E como eram atenciosos seus empregados: D. Carlinda, a cozinheira; Juvenal, ajudante de cozinha; Alberto, um dos garçons; os porteiros Carlos e Alceu; América e Mathilde, arrumadeiras e Manoel Pereira da Silva, atendente de limpeza”, relata o escritor e poeta Amadeu Laginestra, em seu livro Evocações, editado em 1975.
     O Hotel Le Magourou era de Josephina Le Magourou, dona da “Pensão de Madame Le Magourou”, que funcionou numa casa quase em frente, na chacara de Alfredo Balthar, onde surgiu a Casa de Saúde NS de Fátima, antes de mudar-se para o antigo hotel Paiva e Carneiro, casa baixa, chegada à rua, antiga delegacia, e Câmara Municipal a partir de 1899. A “casa baixa”, no número 1240 da avenida Delfim Moreira, que chegou a ter o nome de hotel Le Magourou antes do prédio novo ficar pronto, serviu de casa de apoio aos funcionários do hotel. Também foi derrubada, um pouco antes, e em seu terreno foram levantados dois prédios de apartamentos, guardando na ponte em frente a data 1926, marcando o período áureo daquele trecho então bucólico.
Madame Le Magourou morreu logo depois da inauguração de seu magnífico empreendimento, em 22 de julho de 1927, ficando o hotel sob a responsabilidade do marido, Jules Le Magourou, já com 76 anos de idade. Irmã de Edmond Black, comerciante no Rio de Janeiro, era mãe de Alice Walsh, casada com Francis Walsh, funcionário da Light; Maria Santa Cruz, casada com o capitão-tenente Santa Cruz; Laura Magourou e Margarida Magourou.
     Segundo o jornal O THEREZOPOLIS, Josephina Le Magourou “desfrutava em todas as camadas sociais de Therezopolis da mais viva simpatia e estima, pelo seu trato lhano e pelos seus apreciados dotes de coração, sucumbindo em avançada idade, mas, apesar disso ainda com espírito vivo e inteligente”. Devota de carinho especial às coisas da cidade, morava há muitos anos em Teresópolis, tendo assistido a evolução da “vilhota” que conhecera em fins do século anterior, representando sua perda um “claro impreenchível para os teresopolitanos”. Seu enterramento ocorreu no cemitério municipal, com grande acompanhamento, de pessoas da cidade e outras do Rio de Janeiro, “vendo-se sobre seu féretro muitas coroas e ramos de flores”.
     Com a morte de Jules, o Hotel Le Magourou mudou de mãos, passando à propriedade de Laura e Emille Ducumun. O hotel entraria em declínio no final dos anos 50, quando Ducumun cedeu o seu anexo aos médicos que abriram a Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima. “O anexo do hotel Le Magourou, com cerca de 20 quartos e situado dentro de um grande terreno arborizado, vivia constantemente vazio. Um verdadeiro desperdício, para mim, principalmente, que sonhava poder aproveitá-lo mais nobremente... Os queridos amigos, Laura e Emille, entenderam, então, que era hora de quitar sua dívida de gratidão para com aqueles que os atenderam nas horas difíceis por que passaram e ofereceram-me o prédio do anexo do Hotel em condições vantajosas para que pudéssemos adaptá-lo para uma Casa de Saúde.   Imediatamente, convidamos mais alguns colegas e formamos uma equipe de dez profissionais com as especialidades mais solicitadas”, relata sobre a ocupação do Anexo do Magourou o médico Arthur Dalmasso, no “Livro de Ocaian”.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

   Hoje é aniversário do meu irmão Laércio, que mora em Minas Gerais

Eu e Laércio, no Cultura de Raiz, domingo na Casa de Cultura

     Saí de casa com dezesseis anos de idade. Morava em Muriaé, com meus pais e dois irmãos: Wantuil, de 18 e Wandercy, de 13. Meus outros 7 irmãos - Laércio, Lucy, Denilda, Carmem, Alércio, Carlinhos e Dirce - já estavam casados. Era 1974 e fui para Três Rios, onde morei sozinho, ficando também um tempo na casa do Alércio, que era 10 anos mais velho que eu. Coincidentemente, fazemos aniversário juntos - somos de 1.o de outubro, eu de 1958 e ele de 1948.

   Fiquei até março de 1977 naquele lugar onde trabalhei em jornal, gráfica e rádio. Vim a Teresópolis pela primeira vez em fevereiro daquele ano, acompanhando um grupo da igreja Batista. Gostei de uma garota aqui e, como nada me prendia onde morava, me mudei pra cá. Morei no Jardim Pinheiros por um tempo, e no Comary por outro, até que me casei em 4 de março de 1978, indo residir com Linea numa casinha de aluguel no Morro dos Pinheiros.

   Se o namoro é um filme, o meu foi um curtametragem. Depois do flert e rápido namoro, noivado e, seis meses depois, o casamento. Rápido também - respeitando-se os prazos de praxe, claro -, vieram os filhos, o primeiro nasceu em fevereiro de 1979.

   Enquanto eu tinha morada em Três Rios e não tinha namorada em Teresópolis, de dois em dois meses visitava meus pais, já com mais de 60 anos. Depois que conheci Linea, essas visitas rarearam e chegava a demorar ano, o que me incomodava mas não tinha como ser diferente. Eram tempos difíceis e, além de criar os filhos, e ainda trabalhar como empregado, estava montando o meu negócio.

   Já nascidos os quatro filhos, e isso se deu nos 10 primeiros anos de casado, voltei em Minas para visitar meus pais. Era dia de casamento e acabei indo à igreja Metodista, onde meu pai era zelador e diácono. Meu irmão mais velho conhecia todos os membros, e fazia questão que eu desse os parabéns aos noivos, mais amigos dele que meu.

   Era 1990 e cheguei num Opala 1986, duas portas, "quase do ano" que tinha acabado de comprar. Tinha a cor bege, bancos de veludo, faróis amarelos e nenhuma morça. Acho que foi minha única viagem para Minas com ele. Perdi essa raridade ainda naquele mês, quando resolvi vender tudo que tinha de valor afim de juntar dinheiro para comprar uma máquina nova para o jornal, que já tinha criado em 1988. Quando digo perdi, é porque perdi mesmo. Naquele ano, de posse do Collor, em março, estava com todo o meu dinheiro no banco quando a poupança foi confiscada, ficando sem carro e sem máquina. Muitos foram roubados pelo governo naquele ano e o que doeu para tantos machucou mais em mim porque não se tratava de dinheiro poupado, mas de dinheiro retirado de outros compromissos e guardado para um sonho que não se concretizaria..

   A Isabel Cristina, minha filha mais nova e sempre agarrada à mãe, tinha um ano de idade. E, com apenas três anos, a Emille ainda queria o meu colo. O Wanderley Júnior, tinha 11 anos e, apesar de bastante independente, estava sempre por perto, como também eu fazia estar o Raphael, que tinha 8 - e porque vivia aprontando não o perdia  de vista.

   Apesar de ser o mais velho, meu irmão Laércio nunca deixou de ser criança. Ainda hoje vive aprontando e tudo pra ele é motivo de brincadeira. Se você cruzar as pernas e deixar os chinelos soltos, um deles vai sumir.  E, se fechar os olhos perto dele, quando for sentar-se à mesa é bom conferir se ele não arrastou a cadeira.

   Noite quente dentro do modesto templo, fomos para a recepção num varandão dos fundos. Meu irmão foi me apresentando aos seus amigos, alguns que também me conheciam embora eu não lembrasse mais bem deles.
- Esse aqui é o Wanderley, lembra? O do meio, que saiu de casa ainda criança. Foi para Teresópolis onde está muito bem, disse.
- Lembro pouco dos irmãos mais novos. E, me perguntou o amigo do Laércio, o que eu fazia...
Antes que eu respondesse, e aparentemente orgulhoso, meu irmão sentenciou:
- Rapaz, esse meu irmão está muito bem. Mora naquela cidade que não faz calor, e conhece todo o pessoal importante de lá. Quando saiu daqui não tinha nada e hoje... já tem quatro filhos.

   Meu irmão é incorrigível e, talvez por isso, seja tão querido. Está sempre presente e, ainda hoje, com os seus 70 e poucos anos - o Laércio faz aniversário hoje, dia 7 de fevereiro! -  de vez em quando, do nada, ainda apronta uma gozação que não conhecemos. Essa, que aprontou comigo vinte e tantos anos atrás, nem é uma brincadeira. Costumo dizer que foi uma das maiores verdades que ele, criança confessa que é, já disse. Afinal, que riqueza maior existe senão os filhos?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

   Pró-Arte, de núcleo cultural à escola

No letreiro da Fundação Pró-Arte, a mostra de quem ocupa o espaço, uma escola universitária

   
Prefeitura, governo do Estado e diversos outros contribuiram para construção do prédio 
 Triste fim está tendo a Sociedade de Artes, Letras e Ciências Pró-Arte. Seu prédio, que irradiou cultura por quase duas décadas a partir dos anos 1970, fica no bairro do Alto. Está abandonado, completamente pichado, e há vários anos vem servindo como depósito de alunos de uma universidade, perdendo gradativamente sua finalidade cultural. Reconhecida de utilidade pública municipal, estadual e federal, a Pró-Arte foi construída com dinheiro público para atender a cultura e, encampada por uma fundação sem fins lucrativos, a FESO, é ocupada hoje por um braço da instituição que visa lucro, a Unifeso, transformando um espaço criado para as artes num campus universitário.


     A desgraça da gloriosa fundação criada nos anos 1950 começou a partir de 1987, após a morte de seu mentor, o Comendador Theodor Heuberger. Disposta como uma garota bonita e tímida num salão de baile, viveu à própria sorte, e acabou nas mãos de tutores que viram beleza apenas nos seus dotes de menina rica.

     Viúva do Comendador, e antes de ser encampada por uma escola, a fundação de arte ainda tentaria encontrar outro amante da cultura nos braços da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e da própria prefeitura municipal. Mas, embora a fusão com a UNI-RIO fosse afim, esta não interessou-se o suficiente pela beleza cultural que a entidade oferecia ao tempo em que a prefeitura, além de maltratá-la, até furtou-lhe ornamentos, descuidando-se do seu bonito corpo, motivos que levaram seus conselheiros a ofecerem-na, por mísera dívida, sendo então absorvida pela Fundação Educacional Serra dos Órgãos, que a denominaria, inicialmente, “Unidade FESO/Pró-Arte Comendador Heuberger”, depois, “Núcleo Cultural Feso-Pró-Arte” e, finalmente, “Unifeso - Campus Pró-Arte”, retirando-lhe enfim, e ao arrepio da lei, suas características culturais e artísticas até no nome.

     A encampação parecia um bom negócio e previa claramente a continuidade do fim cultural da instituição, não permitindo-se outra atividade sobre os despojos de Heuberger. Estavam previstas a criação de um centro cultural com escolas de arte, casa do estudante e atividades dirigidas ao desenvolvimento artístico, cultural, pesquisa e difusão da música em geral, das ciências e das letras. A administração das atividades artísticas, pedagógicas e culturais seria levada a efeito por um conselho integrado por 7 membros de saber cultural, e entre eles estavam pessoas de ilibada reputação. Mas, aos poucos, o exigido fim cultural da fundação foi se perdendo. A Pró-Arte virou um depósito de estudantes, e sua gestora, a FESO, além de deturpar-lhe as funções originais, e obrigatórias, transferiu o bem para o Unifeso, que recentemente reduziu ainda mais as últimas atividades artísticas que a entidade oferecia, motivando a intervenção do Ministério Público após denúncia feita pelo Conselho Municipal de Cultura, e do judiciário, onde corre ação popular promovida por um grupo de amigos da arte no município.

     Construído com recursos dos governos municipal, estadual e federal, e projetado pelo renomado arquiteto Camilo Michalka, o imponente edifício da Pró-Arte tem linhas arquitetônicas sóbrias e funcionais, com 4 andares, contendo 25 salas de aulas para diversas atividades culturais, além de dormitórios com capacidade para abrigar comodamente cerca de 150 pessoas. O prédio fica na esquina das ruas Alfredo Rebello Filho com Gonçalo de Castro, numa magnífica área de 2.960m2, terreno doado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, sendo governador o major Paulo Torres, que tinha sido senador, e prefeito de Teresópolis em 1936. A pedra fundamental do interessante edifício foi lançada em 6 de fevereiro de 1966, e a inauguração feita em 1973, quando a tímida entidade cultural que teve suas atividades iniciadas em 1950, num sobrado da travessa Portugal, 14, passou a oferecer cursos permanentes de ballet e piano, escolinha de artes com desenho e pintura, e oficinas de artesanato, abrigando ainda o Coral Municipal.

     Além de descumprir um contrato de encampação que não previa a utilização da Pró-Arte como escola, aproveitar-se de bem apropriado dando a ele outros fins, e não ter o devido zelo pelo prédio que ocupa, a direção da Feso e o conselho diretor do extinto “Núcleo Feso Pró-Arte”, hoje “Unifeso Campus Pró-Arte”, cometeu também grande injustiça eliminando o nome do fundador da instituição Pró-Arte, denegrindo a memória do cultuado teresopolitano que ousou o sonho de transformar Teresópolis a cidade dos festivais.

     Alemão de Munique, nascido em 1898, Theodor Heuberger chegou ao Brasil em agosto de 1924, junto com a I Exposição Alemã de Arte e Artesanato, iniciando intensa atividade artística, animado por dois amigos: o musicólogo e compositor Frei Pedro Sinzig e a pianista e camerista Maria Amélia de Rezende Martins. Organizou exposições e ganhou notoriedade entre os grandes artistas da época, entre eles, Portinari, Lazar Segall, Cecília Meirelles e Alberto Guignard. Fundou a Casa e Jardim - Artes e Ofícios SA, com lojas no Rio de Janeiro, São Paulo e Teresópolis. Criou a Revista Intercâmbio, escrita em português, alemão e inglês, procurando  divulgar a cultura artística universal em todo o mundo.

     Theodor Heuberger naturalizou-se brasileiro no Governo do Presidente Getúlio Vargas e foi condecorado pelos governos da Alemanha, Áustria e Brasil. Recebeu o título de “Comendador da Ordem do Mérito do Estado do Rio de Janeiro”(1974) e os diplomas da Prefeitura Municipal de Teresópolis de “Honra ao Mérito”(1966) e de “Menção Honrosa”(1973). A Câmara Municipal de Teresópolis, outorgou-lhe o título de Cidadão Honorário de Teresópolis, em 6 de julho de 1965, em homenagem de reconhecimento aos seus altos serviços prestados a esta cidade e às suas realizações pela cultura em geral no Brasil.

domingo, 26 de janeiro de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

   Zequinha e Quinzinho, os artistas que Teresópolis ainda não homenageou

Zequinha e Quinzinho com Grande Otello, Ankito e Ronald Golias - no filme "Garota Enxuta"

     O processo de colonização de Teresópolis foi iniciado nos anos 1820, com a chegada do inglês George March. Antes dele, já viviam aqui outros imigrantes portugues e, depois, vieram os suiços, italianos, e, entre tantos, outros ingleses e portugueses. A cidade se formou, emancipou-se e cresceu. Mas, ainda nos anos 1960, depois de aberta a estrada direta para o Rio de Janeiro, mais gente de fora chegava. Era o período da imigração interna, com os forasteiros de Minas Gerais, dos estados do Nordeste, ou mesmo do interior do Rio de Janeiro. Todos queriam tentar a vida em Teresópolis, a cidade do Dedo de Deus.

     Foi nesse tempo pós estrada direta que desembarcaram em  Teresópolis  dois homenzinhos que encantaram a todos com a sua irreverente arte. Filhos de José Manso Filho, 1,83cm e Paulina Faria, de 1,65cm, e irmãos de Déborah, Margarida, Lucy e Sebastião, todos de estatura mediana, Zequinha tinha 1,20cm de altura e Quinzinho, 1,13cm. Artistas de cinema, e músicos de grande qualidade, formaram a dupla Zequinha e Quinzinho e, além de viverem dos shows, faziam também apresentações em comícios e programas de rádio, e mantinham um serviço volante de propaganda.

     “Viemos para Teresópolis porque estávamos duros. Chegando aqui, procuramos os irmãos Pimentel, do Cine Arte. Mas não falamos a eles que estávamos na pior. Mentimos sem maldade e dissemos que a nossa intenção era a de fazer uma tournê, começando por Teresópolis, depois Friburgo, Petrópolis e Cachoeiras do Macacu... E, por acaso, passava um filme nosso no cinema, o “Garota Enxuta”. Aí deu para tirar o pé da lama...”, disse Quinzinho à revista Culturarte em 1986. O irmão Zequinha era casado com Regina Gomes Manso e pai de Fernando, Rita de Cássia e Joaquim - todos de estatura normal, Morreu em 1.o de julho de 1979, quando iria se apresentar num show no interior do município, desfazendo-se a dupla que tanto encantou os teresopolitanos.

     O primeiro show de Zequinha e Quinzinho foi no Cine Arte. Segundo disse Quinzinho ao Culturarte, parecia que tinham sido abertos os portões dos colégios da cidade, indo todo mundo para o Alto. A dupla fez ainda muitas apresentações no Cine Vitória, e no Alvorada, mantendo quadros fixos nos programas “Viva o Gordo” e “Chico Anísio”, da rede Globo. Quinzinho foi o robô Aristides da novela Transas e Caretas e teve papel importante no filme “Ali Babá e os 40 Ladrões”, participando ainda de vários filmes de Mazzaropi, entre eles “Betão Ronca Ferro”, “Três Cangaceiros” e “Paraíso das Solteironas”. Os dois trabalharam com renomados artistas brasileiros, entre eles, Renato Aragão, Grande Otello e Ankito.

     - “Fui a Niterói buscar a mudança dessa dupla, isso em 1965. Estávamos em dois carros da prefeitura e trouxemos a família e seus pertences para uma casa no bairro São Pedro. O prefeito da época, Flávio Bortoluzzi, deu contratos na prefeitura para os dois. Lembro como se fosse ontem. Paramos num restaurante na Orla de Niterói, onde eles fizeram um show que agradou muito. Eram duas pessoas de grande coração e sempre gratas a quem os ajudava. Um dos filhos de Zequinha, o Fernando Elias, por exemplo, tem seu nome em homenagem ao médico Fernando Morgado e ao vereador Elias Zaquem, de quem os dois gostavam muito. No sepultamento de Zequinha deu muita gente. No de Quinzinho, nem tanto”, disse Waldair Queiróz, que trabalhou com os dois na prefeitura.

     Zequinha e Quinzinho eram mineiros de Cambuquira, e sempre gostaram de trabalhar nas campanhas políticas. Numa delas, fizeram muito sucesso, atuando como bonecos ventríloquos nos comícios. “Nós trabalhávamos para todos os políticos, inimigos dos inimigos, amigos dos amigos. Político é assim, um briga com o outro mas está sempre de bem. Político tem que ser político, tem que ter cabeça e psicologia para perder um amigo se quiser ganhar dez. Eu já fui candidato mas houve uma traição. Deixa pra lá”, disse em entrevista.

     Em Cambuquira, onde nasceram, esses artistas teresopolitanos são tratados com honrarias. Ganharam até blog para contar as suas aventuras e história, veja em Zequinhaequinzinhoblogspot.com.br. Em Teresópolis, falta ainda quem dê conta de suas memórias. Que tal o nome de uma rua para os dois? Seria a rua Zequinha e Quinzinho, uma homenagem muito justa a esses dois teresopolitanos que dedicaram parte de suas vidas à nossa cidade.

sábado, 18 de janeiro de 2014

   O QUE ME ASSOMBRA EM TERESÓPOLIS


     “Não sou filho de pai assustado, nem nasci no dia do medo”. Bravata do tempo de criança, e que não passou despercebida na adolescência, a ouvi mais uma vez nos anos 1990, em Teresópolis. Afirmação do delegado Monerat Ventura numa entrevista ao Jornal da Cidade, ela define bem as pessoas que não se acovardam quando ficam acuadas, mesmo nos momentos de maior adversidade ou iminente risco.

     Lembrei, essa semana, do valente delegado que rendia bandidos perigosos com um simples olhar, e voltei aos tempos da escola quando alguns colegas usavam essa expressão para definir coragem e destemor, ao ser interpelado por um amigo que demonstrava sua indignação porque tinha ouvido numa rádio local, e também numa tevê do mesmo dono da rádio, coisas que ele não compreendia, nem aceitava. Por que eu não revidava, por que não retrucava com uma posição oficial sobre a campanha depreciativa que vinha sofrendo?

     A resposta sei bem, e dela evito dar conta, me incomodando a lembrança do que prefiro ignorar. Até já escrevi sobre isso, comparando a cães de rua aqueles que se sentem agredidos pelo sucesso alheio. “Os cães ladram e a caravana passa”, já disse. Mas fiz isso reservadamente, mais como registro de uma memória que prefiro esquecer um dia. Quem fala mal de mim na rádio e na tevê, soube, é um desequilibrado que os íntimos chamam de “Tarja-preta” e um condenado em prisão condicionada, e que responde, e respondeu, a vários outros crimes, de concussão a estelionato.  São elementos “respeitados” nos bastidores da prefeitura pelo mal que podem vir a fazer a quem ouse ser seus desafetos.  São bandidos que elaboram dossiês contra políticos e  secretários, e que vivem dos frutos desse labor há bom tempo.

     Ai de quem não pague a proteção a essa gente da “imprensa”, coitado de quem cair nas suas garras!

     Ora estão na rádio de um ex-prefeito falando mal do prefeito, ou na rádio de outro ex-prefeito falando mal de correntes políticas contrárias às dos  donos desta, ou justificando subsídios obtidos junto a certos tipos que não se envergonham de tê-los como conselheiros ou agregados.

     Em Teresópolis, a rádio, essa concessão federal que se obriga a um fim de interesse público, virou instrumento de beligerância política, ferramenta de semeio da discórdia e de desconstrução política. Para piorar, estão fazendo a mesma coisa com a televisão. De uns tempos pra cá, um canal de tevê a cabo da RCA virou até palco para seu dono encenar um papel que não conseguiu interpretar direito quando o viveu na vida real. Já reprovado pelas urnas, o desastrado paladino tenta a arte cênica e, se não consegue convencer pela interpretação ruim e o texto falso, faz repetir diversas vezes as “novelas” em que participa, revelando uma canastrice que nunca valerá a pena ver de novo.

     Pedra preciosa ainda a ser lapidada, Teresópolis acabou vítima desse modelo político instituído pelo crime organizado a partir de 1988, e que gerou tão indesejáveis crias. Essa corja se alimenta da intriga, e sua prole cresce como praga de jardim, engendrando planos para atacar a honra que invejam e destruir o sucesso que não conseguem obter. Recentemente, até o deputado que ajudamos eleger pelas suas propostas de combate a esse modelo juntou-se à matilha, e em troca de espaço, agora alicia órgãos estaduais a que tem acesso para o sustento da baixaria na cidade.

     Fosse no século dezenove, daria um tapa com a luva na cara de um deles, sinal de que faríamos um duelo para lavar a honra agredida. Um século antes disso, puxaria o gatilho de uma garrucha, ou mandaria dois ou três capangas darem uma surra com varas de marmelo em suas bundas desnudas em plena esquina do Império. Já se fez isso aqui, e se calou muito tipo igual com o uso da força em tempos menos “civilizados”.

     Hoje não se faz mais assim. Promovemos ações na Justiça contra esses criminosos, e passados os dias no lento mundo do Judiciário, nossos algozes vão pagar a conta. Os que têm dinheiro - ou ostentam ter! - serão punidos civilmente, e seus paus-mandados, empregados que apenas obedecem ordens, estes serão alcançados pelos homens da lei e tratados como bandidos que são.

     Não me afeta saber que esse tipo de gente existe, nem me afligem os seus ataques. São perdedores, fracos e incapazes para alcançar o próprio sucesso. Ignorados, viveriam à própria sorte e morreriam de fome porque já estão derrotados. Nem me incomoda ver fazendo coro com a escória pessoas que, em algum momento, fizeram parte do nosso seleto grupo de amigos. Estiveram entre nós, aproveitaram-se do nosso convívio, mas nunca foram um de nós. Me desagrada, me assombra até, é encontrar quem conhece a nossa história querendo versão para uma realidade que só existe no obscuro submundo desses fracassados adversários. Os cães ladram e a caravana sempre passou incólume.

     Aí, lembro mais uma vez da bravata dos meus colegas de infância. E percebo o quanto a vida nos ensina, e como somos produtos do meio em que vivemos. Meus desassombrados pais - e aí incluo os irmãos e familiares mais próximos - me ensinaram a viver com decência e me mostraram as qualidades que eu deveria almejar na vida. E, como não nasci no dia do medo, não temo o que os desqualificados poderão tentar contra mim e os meus.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

   Em 111 anos, desde 1902, quase 100 jornais foram criados em Teresópolis

Até 1977, os jornais locais eram compostos letra por letra

     Desde 1977 atuo na imprensa de Teresópolis. Comecei na Gazeta, de Gilda Lopes e Pedro Helios, e foi onde fiquei íntimo dos problemas da cidade. Convivi com os professores Armando Lauria e Renato Paula, e aprendi muito também com os linotipistas, repórteres e o pessoal da oficina que passei a chefiar um ano depois de conhecer Teresópolis. Tipógrafo desde os 14 anos, li muitos textos interessantes no original, livros inéditos até, escritos à mão ou à máquina, o que me provocou o gosto pelas letras. Onze anos depois, em julho de 1988, quando ainda circulavam apenas os jornais “Gazeta” e “Teresópolis”, criamos O NOTICIÁRIO, tablóide de circulação semanal que passou a DIÁRIO em 1994, quando já era o primeiro em vendas nos finais de semana e a cidade tinha visto surgir vários outros hebdomadários, entre eles, A Folha de Teresópolis, Comunicação, Jornal do Muro, O Tempo, Mundo Cristão, SOS Terra, Novo Jornal Serra+Mar, Face a Face, Jornal Cidade e Jornal da Cidade.

     Passaram-se quase quarenta anos e muita coisa mudou na imprensa desde então. A Gazeta saía aos sábados em 77, passou a circular três dias por semana em 78, e já saía todos os dias a partir de 79, encerrando as atividades trinta anos depois, em 2009, quando era dirigida pela jornalista Nida Rego. O Teresópolis Jornal era o principal semanário da cidade em 77 e, depois de ter circulação diária por um curto período, voltou à circulação semanal, o mesmo acontecendo com A Folha de Teresópolis que também aventurou-se diário. Outros jornais surgiram nesse período e, entre tantos extintos, se mantém nas bancas A Verdade, Jornal da Cidade e Gazeta Fluminense - este, uma continuidade do semanário Voz da Região e, depois, Voz de Teresópolis, jornal que o ex-prefeito Jorge Mario e seu secretário José Alexandre apadrinharam e o transformaram em diário, em 2009, para desbancar O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS.

     Nesse período, a cidade viu muito jornal abrir e fechar. Vimos vários semanários passarem à circulação diária e, pela inviabilidade de se estabelecerem, ou mesmo por incompetência, ou intenção dúbia, os assistimos voltarem à cômoda circulação semanal.

     Voltando alguns anos, à época do surgimento da cidade, podemos ver que muitos outros jornais também surgiram e acabaram, mantendo-se por pouco tempo, ou sobrevivendo por mais tempo aqueles que tiveram maior capacidade. O “Theresopolitano” foi o primeiro jornal de Teresópolis, pioneiro que surgiu em 1902 e, depois de um período sem circular a partir de 1908, voltou com outra direção em 1912, se mantendo até por volta de 1916 ou 1917. Nesses primeiros quinze anos da debutante imprensa local, circularam também os semanários “Therezopolis” (1911) e “Gazeta de Therezopolis” (1913), além do “O Correio Popular” e “O Paquequer”, um desafeto do prefeito e, o outro, o apadrinhado, ambos existindo às turras entre eles até os primeiros anos da década de 1920.

     Em 1923, quando Teresópolis ressentia a falta de uma imprensa regular, surgiu o semanário “O Therezópolis”. Propriedade do político Olegário Bernardes, o jornal do irmão do presidente Arthur Bernardes tinha como diretor o jornalista Nilo Tavares. Titular da publicação, anos depois, Nilo acabou rechaçando Olegário, tendo este criado outro jornal, passando a reeditar a “Gazeta de Therezopolis”, em 1936, enquanto brigava na Justiça pelo título supostamente usurpado. Três anos depois, Nilo Tavares abandonaria o nome que disputava com Olegário, criando em 1.o de janeiro de 1939, o “Teresópolis Jornal”, ainda em circulação, sob a direção do ex-prefeito Roberto Petto. “O Therezopolis” não voltaria a circular e, nos anos 1980, legitimamente, o Teresópolis Jornal o incorporou à sua bonita história.

    Teresópolis Jornal e Gazeta de Teresópolis se mantiveram como os únicos jornais da cidade até a chegada do DIÁRIO, em 1988. Nesse ano, quando a política local mudou, “endurecendo” o regime, democratizava-se a tecnologia da composição e impressão de jornais, permitindo o surgimento de diversas publicações que não precisavam mais ter gráfica própria. Até então, usava-se a composição a quente, das linotipos, substituída naqueles anos pela composição eletrônica, modelo que foi aperfeiçoando-se até o surgimento dos escritórios em casa, ou home-office, onde se edita jornais com maior facilidade e sem necessidade de grande investimento.

     Antes de 1988, e depois do surgimento do Teresópolis Jornal em 1939, surgiram diversas publicações interessantes e que contribuiram para o processo da informação impressa no município. Entre os tantos jornais que circularam nestes 50 anos, destacam-se a “Folha de Teresópolis”, do político Roger Malhardes (1945); “Teresópolis em Tablóide”, de Wilson Martins (1950); “A Notícia de Teresópolis”, de Amaury Santos (1967); “Folha da Serra”, de Darcy Decarlo (1974); “Destaque”, de Roberto Jucá e Vânia Barros (1985); “Jornal da Cidade”, de Jheovah Silva (1987); e os títulos “O Município”, “O Pupilo” e “A Voz de Teresópolis”, ambos do político Augusto Pinto Nogueira, na primeira metade do ano de 1950. Tivemos ainda, entre 1939 e 1988, o “Pim Jornal”, “Cometa”, “Teresópolis em Foco”, “Correio do Estado”, “Teresópolis Evangélico”, “Diário de Teresópolis”, “Quarta Dimensão”, “Cachorro Quente”, “Folha do Ponto”, “O Serrano”, “Correio da Serra”, “Tribuna de Teresópolis”, “Primeira Página”, “Varejão”, “Rio Shopping”, “Top News”, “Iniciativa”, “Tereshopping Jornal” e o “Culturarte”, editado pela Secretaria Municipal de Cultura. Além, claro, de diversas publicação clubísticas, esportivas ou de interesses religiosos.

     Já se vão 111 anos que o teresopolitano leu as suas primeiras notícias num jornal seu. Durante todo esse tempo, quase 100 novos jornais se apresentaram ao leitor, tentando conquistá-lo. Assim, há mais um século o papel jornal vem ganhando vida através daqueles que ousam um veículo alternativo, sempre com a finalidade de deixar o público bem informado. Com raras excessões, quase sempre o papel de imprensa foi usado para se cumpra o verdadeiro papel da imprensa: que é o de informar com isenção e comentar com imparcialidade. Na coluna WanDerLey de hoje, em homenagem aos empreendedores da imprensa, apresentamos a relação dos jornais que já circularam em Teresópolis.

JORNAIS EDITADOS EM TERESÓPOLIS
THERESOPOLITANO, Eduardo Meirelles Sobrinho, 1902; THERESÓPOLIS, Lafayete Borges e João Brunet Ribeiro, 1911; GAZETA DE THERESOPOLIS, Leôncio Brunet Ribeiro, 1913; O PAQUEQUER, 1915; CORREIO POPULAR, 1918; O THERESOPOLIS, Olegário Bernardes, Euclydes Machado, Armando Costa e Nilo Tavares, 1923; OFF-SIDE, Pseudônimo Ninguém, 1925; TERESÓPOLIS DE BOLSO, Ernesto Moraes, 1928; A TRIBUNA, Paulo José Esteves e Ernesto Moraes, 1931; CORREIO SERRANO, Azevedo Silva, 1933; GAZETA DE TERESÓPOLIS (2ª fase), Olegário Bernades, João Círio Filho, José Américo Magalhães, Omar Duarte de Magalhães, Gilberto de Faria e J. A. Pires Ferreira, 1936; A MARRETA, Renato Ferro; TERESÓPOLIS JORNAL, Nilo Tavares, Délcio Monteiro, Wilson Martins da Silva e outros; Antonio Paulo Capanema, José Renato de Miranda, Marilene Queiroz Capanema e Rodrigo Capanema de Souza; Roberto Petto Gomes, 1939; FOLHA DE TERESÓPOLIS, Roger de Souza Malhardes e Heitor Indalécio Esmoriz, 1945; O MUNICÍPIO, Augusto Pinto Nogueira Filho, 1950; O MUNICÍPIO DE TERESÓPOLIS, José Carvalho Jannotti, 1952; O PUPILO, Augusto Pinto Nogueira Filho, 1953; PIM JORNAL, Rubem Alsina, 1955; COMETA, Jehovah Silva, 1955; TERESÓPOLIS EM FOCO, 1957; TERESÓPOLIS EM TABLÓIDE, Wilson Martins da Silva, 1959; VOZ DE TERESÓPOLIS, Augusto Pinto Nogueira Filho, 1960; CORREIO DO ESTADO, Renato Peixoto dos Santos e Renato Ferro, 1965; A NOTÍCIA DE TERESÓPOLIS, Amaury Amaral dos Santos, 1966; DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, João L. Sorsonas, César Vieira Bastos, Armando Lauria e Roberto Rebelo, 1968; TERESÓPOLIS EVANGÉLICO, Irineu Dias da Rosa, pastor Assis Cabral e pastor Antonio Portes, 1968; GAZETA SERRANA, Alfredo Ferreira, Pedro Helios Forster Leite e Gilda Lopes Leite, 1970; FOLHA DA SERRA, Renato Langoni Ferro, Eloy Decarlo e D’Arcy Decarlo Junior, 1974; QUARTA DIMENSÃO, Luiz Carlos da Silva, 1975; CACHORRO QUENTE, Antonio Carlos Alves de Carvalho, 1976; FOLHA DO PONTO, Roberto Augusto Pitta e Manoel Pereira, 1977; GAZETA DE TERESÓPOLIS (antes, GAZETA SERRANA), Gilda Lopes Leite, 1978; O SERRANO, Fernando José de Carvalho Paulino, Sávio Silva Santos e Paulo Caminha, 1980; O ARAUTO, Alunos do Colégio Euclides da Cunha, 1980; CORREIO DA SERRA, Herval Faria, 1982; TRIBUNA DE TERESÓPOLIS, Waldair Queiroz, 1982; TABLOIDE ESPORTIVO, Humberto Nicolau, 1983; PRIMEIRA PÁGINA, Maurício Gaze e José Machado, 1984; VAREJÃO, Maria Luiza A. Silva e Souza, 1985; RIO SHOPPING, Ronaldo Corrêa, 1985; DESTAQUE, Roberto Jucá e Vania Barros, 1985; CLASSIFICADOS DA SERRA, 1985; TOP NEWS, Antonio Faria, 1985; VAREJÃO, Ricardo da Silva e Souza, 1985; INICIATIVA, 1985; TERESHOPPING JORNAL, Ronaldo Corrêa, José Soares, Homero Norberto Alimandro, Roberto Rebelo, Comte. Antônio Faria e Raphael Faria, 1986; CULTURARTE, Secretaria de Cultura da PMT, 1986; ESPECIAL SERRANO, Jandira Escascela, 1986; JORNAL DA CIDADE, Jehovah Silva, 1987; A VOZ DE TERESÓPOLIS, José da Silva Pereira, Marcos Pereira, Jandira Scacella e João Canali, 1987; NOTICIÁRIO DE TERESÓPOLIS (O DIÁRIO, 1994), Wanderley Peres, 1988; JORNAL DO MURO, Irineu Dias da Rosa, 1989; JORNAL COMUNICAÇÃO, Ronaldo Corrêa e Homero Norberto Almandro, 1989; A FOLHA DE TERESÓPOLIS, Nadim Kantara, 1989; FACCE A FACCE, Roberto Wagner Rocco e André Luíz Rodrigues Pinto, 1989; O TEMPO, Carlos Humberto Longobardi Vilhena, 1990; MUNDO CRISTÃO, Renato Langoni Ferro, 1990; SOS TERRA, Gilberto Teixeira e Marcio de Paula, 1990; NOVO JORNAL SERRA&MAR, Tony Marins, 1990; O TEMPO, Carlos Humberto Vilhena, 1990; TERESHOPPING, Roberto Rebello, 1990; PANORAMA CRISTÃO, Rubem Alsina, 1991; JORNAL CIDADE, Eduardo Rolin e Raul Silvano, 1992; CLASSIBAIRRO, Randolfo Nóboa, 1992; TOQUE CIDADE, Serjo Robert, 1992; TOP NEWS, Comandante Faria, 1992; JORNAL DO ESTUDANTE, Jandira Isabel, 1993; CADERNO ZERO, Cláudio Furtado e Marcelo Rato, 1993; JORNAL DA CIDADE, José Carlos Costa Mattos, 1993; TRIBUNA DE TERESÓPOLIS, Renato Langoni, 1993; FOLHA CRISTÃ, Rogério Branco, 1994; A VOZ DA REGIÃO, Maurício Aragão, 1996; ACONTECE, Fábio Esteves, 1996; JORNAL CATÓLICO, Adilson Zegur, 1996; TROMBETA, Cíntia Vasconcellos, 1999; O POVO DE TERESÓPOLIS, Delmo Ferreira, 1999; VITRINE CULTURAL, Renée Cohen, 1999; TERESÓPOLIS NOTÍCIAS, José Carlos Cunha, 2001; O POPULAR, Nelson Durão, 2002; A VERDADE, Gilberto Júnior e José Carlos Dias, 2003; ARQUIBANCADA, Alexandre Baltar, 2003; FOLHA DE TERESÓPOLIS, Nadin Kantara, 2004; CORREIO DA SERRA, Paulo Fadel, 2008; CORREIO DO INTERIOR, Rafael Santos, 2010; REVISTA ESPORTES, Sílvio Maffei Filho, 2010; TRIBUNA ALTERNATIVA, sem editores, 2010; OPINIÃO E FATOS, Willians Feitosa, 2011; A NOTÍCIA, Dermerval Casemiro, 2011; PIMENTA MALAGUETA, Alexandre Vanatiko, 2011; A VOZ DE TERESÓPOLIS, Maurício Aragão, 2011; GAZETA FLUMINENSE, Maurício Aragão, 2012; O CLARIM, Rômulo Santana, 2012; PONTO TERE. Hanna Scalli, 2013; GAZETA NEWS, 2013;